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| Créditos: somosandando.com.br |
Quem sou eu pra falar do que rola
na blogosfera?! Eu que sou leitora assídua do segmento de beleza (que me parece
ser um dos que mais crescem no ramo) há pouco mais de um ano e meio?! Eu que, como
blogueira, dei meus primeiros passos há apenas 7 meses?! Sou um bebê por aqui.
Acho até estranho chamar esse universo de meu. Não me sinto completamente
imersa. Talvez porque sou amadora. E quando digo amadora é no mais pleno
sentido da palavra. Amadora porque não ganho nada pra escrever nesse
espaço. Faço por mim, sem cobranças. Faço porque gosto. Faço por amar mesmo
esse mundinho que nos mantém focadas no que é bom e bonito num sentido bem mais
amplo, verdadeiro e pessoal do que a beleza pregada nas revistas de moda, nos
programas que a ditam e até mesmo nas passarelas.
O que me encanta nesses espaços,
nos blogs, é a amplitude com que qualquer assunto pode ser tratado sem perder o
tom pessoal. Eu posso falar de qualquer coisa aqui. Do que eu quiser. Posso
expressar minhas opiniões, meus gostos, meu olhar crítico. Posso falar do meu
dia-a-dia e isso [incrivelmente] pode interessar milhares [no meu caso,
centenas, rsrsrs] de outras pessoas pelas mais diversas razões. As pessoas se
interessam porque se identificam com a pessoa comum, exatamente igual a ela que
ta ali por trás daquelas opiniões, daqueles problemas e soluções, da busca por algo,
seja um produto, um serviço ou mesmo uma filosofia de vida!
O que me entristece, no entanto,
é ver que espaços que antes eram exatamente isso, um bate papo entre amigas,
uma grande roda de fofocas e trocas de informações, tornam-se cada vez mais
apenas centros comerciais mais comprometidos com marcas e lojas do que com a
pessoa comum que ta em casa buscando algo com o q se identificar.
Fica cada vez mais difícil se
identificar pessoalmente com um blog grande. Conto nos dedos as meninas que se
mantém mais fiéis as leitoras q as marcas (as que eu acho, pelo menos). Algumas
crescem tanto que saem da nossa realidade. A mulher comum com a qual a
blogueira costumava se identificar acaba ficando tão distante que perde-se o
vínculo, destrói-se a cumplicidade entre a blogueira e ela. E fica difícil
saber o que é opinião e o que é publicidade vendida e caramente paga.
Escrevo isso muito mais como
leitora do que como blogueira. Olho pra pessoas distantes, blogueiras famosas e
vejo elas agora como celebridades, pessoas intocáveis, intangíveis com uma
realidade tão distante da nossa que perdeu-se a magia do conversar de amiga pra
amiga com aquela pessoa que entende muito mais que a gente sobre um assunto.
Como blogueira, espero sim
crescer e ser ouvida nesse meio, compartilhar minha perspectiva das coisas e
ser reconhecida por isso. Que parcerias venham, mas que acima de tudo o blog
esteja sempre do lado das leitoras e as trate como tais e não como consumidores
finais.
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Me deixem saber suas opiniões aqui nos comentários. Afinal, esse é um espaço de troca de informações e experiencias.
=***

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